Thursday, September 16, 2010

De boca aberta

Foi como fiquei com a visita ao Centro de Simulação Marítima. Desde um simulador para controladores de portos até simuladores de "pontes" de navios, tinha aspectos interessantíssimos. Os simuladores de pontes por exemplo eram tão reais que provocavam seasickness já que o ambiente virtual era bastante emersivo. No caso desta foto, ondas altas eram simuladas e sentíamos que o barco estava mesmo a balançar.

Tinham ainda uma casa das máquinas simulada que gerava alarmes de sobreaquecimento dos motores por exemplo. Neste caso era para fazer cursos para alunos que queiram fazer parte da simulação. Um pequeno pormenor, os alarmes gerados eram impressos imediatamente numa impressora de agulhas bem velhinha. Na sala ao lado, ainda mais cool era o simulador de incêndios dentro do navio. Basicamente, tinha personagens como um capitão, 1º oficial e 2ºoficial. Os alunos são os oficiais e o capitão (professor) simula até as comunicações por walkie talkie dando instruções para apagar o incêndio. O simulador é tão real que permite escolher o tipo de material do compartimento que vamos incendiar, os kgs dos extintores, as saídas de água activas, etc. E tem um modelo de propagação do fogo em que os compartimentos adjacentes começam a arder se a tripulação não for suficientemente rápida. No mínimo divertido e seguramente bastante útil na formação de novos marinheiros.

O resto das fotos virão mais tarde pois o trabalho é muito. A apresentação tem de acabar de ser preparada e hoje submeti o meu 7º paper para a maior e mais prestigiada conferência do mundo na área da Robótica. Quando digo maior significa que sensivelmente 2000 papers foram submetidos e provavelmente apenas 700 ou 800 serão aceites (daí o prestígio). No meio disto, logo à noite tenho o banquete num atentado urbanístico desta vilazinha. Todos os prédios têm no máximo 3 andares excepto um hotel 5 estrelas que tem 15 pisos o que significa que é um mamarracho à beira mar. No entanto, a vista de mar do restaurante no último andar deve ser gira.

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