Tuesday, September 28, 2010

Arqueologia marinha

É um tema fascinante. Vi 2 apresentações sobre isso esta manhã e foram ambas interessantíssimas. Não é só encontrar navios afundados desde o século XX até à Antiguidade. É também reconstruir como seria o mar nessa altura. É prever onde estão os barcos afundados tendo em conta os ventos, as rotas de comércio e os níveis do mar anteriores. Para este último, é possível detectar as linha de costa durante os vários períodos (sabendo as eras glaciares etc) e com isso perceber onde eram as baías, onde eram os molhes naturais e daí onde e porque é que os navios naufragavam. Também interessante foi o estudo apresentado sobre as 55 tipos de redes de pesca croatas, a influência sobre o ecosistema que cada uma produz, o grau de selectividade das espécies a capturar e as espécies cujos espécimes mais jovens conseguem escapar às redes e dessa forma manter o equilíbrio da espécie. À hora do almoço, descobri uma zona da praia que ainda tem mais peixes e mais variedade do que a zona onde andei a filmar ontem. Infelizmente, tinha pouco tempo e não levei a máquina comigo mas haverá tempo para filmar coisas tão bonitas.
Agora, um português apresenta os estudos dos habitats marinhos dos Açores e faz saber que se Portugal conseguir a extensão da ZEE, ficará com uma extensão semelhante à Austrália (neste momento somos a 3ª maior da Europa, 11ª do mundo). Hasta luego.

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